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"COLOCANDO AS CADEIRAS NA CALçADA"
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Paulo Salvio Antolini
22-10-2004 |
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Não acreditávamos que chegaríamos ao ano 2.000 – “morreríamos” antes. Estão me lendo? Então estão vivos (será?).
Nossa preocupação de “estarmos vivos” administrativamenre, financeiramente, enfim de estarmos no “mercado”, é grande e para muitos assustadora. Muitas são as novidades, as teorias, as correntes que surgiram e que nos ensinam a administrar. Tantas que nem sabemos qual (ou quais) adotar. Tão complexas em sua “simplicidade” que para poder entendê-las e pô-las em pratica necessitamos contratar especialistas. Ai meu fluxo de caixa.
Vamos fazer o simples e muito barato, muito econômico e demasiadamente funcional. Como? Três são os pontos.
1. Pôr as cadeiras na calçada novamente:
Sentemos como antigamente, para conversarmos. O segredo: conversaremos sobre coisas sérias como se fossem banalidades de fim de tarde. Entenda a nossa forma de dizer: “Ouça seus funcionários realmente. Eles têm muito mais a nos dizer do que imaginamos e estão muito mais interessados em que nossa empresa “dê certo” do que acreditamos. Comece assim: “Quero ouvi-los sobre os problemas que nos atingem. Digam os problemas que vocês percebem na empresa para vermos se são comuns aos que eu estou vendo”. Deixe-os falar. Não se defenda nem interrompa em momento algum a não ser para lembrá-los dos objetivos do bate-papo. Após, solicite sugestões para se resolver os problemas apontados. Defina responsabilidades e/ou comprometimentos. Não abuse do poder hierárquico, esbanje confiança em todos. “Só isto?” - só se fossemos muito ingênuos. Estabelecemos em conjunto as referências de acompanhamento. Quais são os indicadores de que realmente estamos fazendo/atingindo/caminhando para o que nos propusemos e em que tempos? Estabeleça quem acompanhará o que. Bata papos sempre que necessário.
2. Fale o óbvio:
O óbvio só o é depois de percebido, nunca antes. Pare de achar que todos tem que saber tudo e diga o que está vendo e esperando de cada um. Isto evita perda de tempo e caminhadas por caminhos infrutíferos para os objetivos.
3. Nos orgulharmos da equipe que temos:
Vamos dar uma parada em nossas queixas sobre nossos funcionários, nossos colegas de trabalho. Passe a olhar as coisas pelos aspectos positivos. Mude de discurso e pare de apregoar o negativo. A cada vitória, a cada passo conquistado, vibre com sua equipe. Faça-os sentirem-se importantes, pois eles realmente o são. Vá resolvendo um problema de cada vez. Nos percalços, não desista – reformule suas estratégias e continue. Um nosso pedido, por favor: Nunca mais tire as cadeiras da calçada.
Paulo Salvio Antolini
Psicólogo, Psicoterapêuta, Practitioner Programação
Neurolinguística, Administrador e Consultor de Empresas.
Email – paulo.salvio@terra.com.br
Fones: 019-3834-8149 / 019-9159-2480.
Artigo publicado na revista “Tratamento de superfície”, na
coluna Ponto de vista, edição julho/agosto 2.000.
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