Com a abertura de mercado e a globalização da economia, intensificou-se a preocupação das empresas com a obtenção de resultados cada vez melhores, o que representa, na prática, maior qualidade com menor custo, menor preço e excelentes condições de logística. Tudo isto o mais "afinado" possível com as necessidades dos clientes.
Nestas condições globalizadas, os fatores de produção tais como: tecnologia, matéria-prima, máquinas e equipamentos se tornaram cada vez mais "padronizados" o que levou as organizações a se preocuparem ainda mais com os seus recursos humanos, como diferencial de competitividade.
Pesquisas têm mostrado que os resultados das empresas dependem do comportamento das pessoas, que por sua vez é conseqüência direta das suas motivações.
Muito já se discutiu a respeito desse tema, mas hoje não resta a menor dúvida de que a "motivação" das pessoas depende diretamente do "Clima Organizacional" existente na empresa.
Quando consideramos os aspectos que influenciam o "Clima", obrigatoriamente temos que focar três grandes grupos de fatores.
FATORES EXTERNOS: Condições de mercado, concorrência, situação político/econômico do país e até o resultado do futebol do final de semana, dentre outros.
FATORES INTERNOS: Ramo de atividade, tipo de produto, modelo organizacional utilizado, posição da empresa no mercado, etc...
PRÁTICAS GERENCIAIS: Forma como as pessoas são tratadas na Empresa, representada pelos estilos de Liderança, critérios para seleção de pessoal, motivação, treinamento, avaliação de desempenho, administração salarial e promoções, além dos aspectos relacionados à comunicação, delegação, definição de objetivos, envolvimento do pessoal e até critérios para desligamento..
Esses três grupos de fatores têm responsabilidade integral pelo Clima
Organizacional, porém o impacto causado por cada um deles isoladamente não tem a mesma intensidade.
Os fatores externos e internos, juntos, acumulam um impacto de, no máximo, 25/35% sobre o clima da organização, ficando o restante (65/75%) como conseqüência direta da Gestão de RH.
Portanto, faz muito mais sentido você encontrar um funcionário motivado ou desmotivado pela forma como ele é tratado pela sua Gerência/Chefia e não pelo fato da sua empresa fabricar um produto "X" ou porque o Ministro da Fazenda anunciou uma nova medida econômica.
Concluindo, podemos afirmar, seguramente, que o grande diferencial de competitividade de uma empresa continua sendo os seus Recursos Humanos, cujo desempenho será tanto melhor quanto mais adequadas forem as Práticas Gerenciais utilizadas, na gestão de RH.
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